Estudo demonstra eficiência do monitoramento de gado por meio de drones

Estudo demonstra eficiência do monitoramento de gado por meio de drones

Pesquisadores afirmam que além de monitoramento, no futuro os drones poderão detectar doenças e anomalias em prol da saúde animal

O monitoramento do gado através do uso de drones vem se mostrado promissor, principalmente na detecção e contagem do rebanho. Cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a revista Drones, publicaram o artigo Cattle Detection Using Oblique UAV Images (Detecção de gado usando imagens UAV oblíquas), que é o primeiro estudo explorando a viabilidade de monitoramento de gado utilizando veículos aéreos não tripulados (vants).

Através do uso de algoritmos de inteligência artificial e processamento digital de imagens, essas tecnologias têm apresentado viabilidade de monitoramento do rebanho por meio de drones. “Entretanto, o uso prático ainda é um desafio, devido às características particulares dessa aplicação, como a necessidade de rastrear alvos móveis e as extensas áreas que precisam ser cobertas na maioria dos casos”, alertam os pesquisadores Jayme Garcia Arnal Barbedo e Luciano Vieira Koenigkan, da Embrapa Informática Agropecuária (SP), e Patrícia Menezes Santos, da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), autores do artigo.

O estudo ainda demonstra que o uso da câmera em ângulo inclinado amplia a visão da área de pasto e reduz a quantidade de voos necessários de forma a minimizar problemas no rastreamento. Os resultados ainda demostram limitações práticas e técnicas como distorções geométricas e de cores, à determinação das bordas exatas da região considerada nas imagens e até obstruções de visão. “O animal fica escondido embaixo da planta, atrapalhando a contagem. Para gerar um modelo que corrija isso, seriam necessárias várias imagens em áreas com árvores e com plantas arbustivas diferentes e de formas heterogêneas. Qualquer coisa que possa cobrir a imagem, até mesmo a altura de um capim, deve ser considerada. Por exemplo, a pastagem muito alta pode esconder um bezerro”, explica Patrícia.

Os pesquisadores ressaltam que ainda é necessário ampliar os conhecimentos, para que a técnica seja adotada com sucesso. “Os resultados foram muito bons, mas ainda precisamos de mais avanços para conseguir gerar uma tecnologia apta a ser usada por produtores ou prestadores de serviços. Acredito que estamos no caminho certo” avalia o pesquisador Jayme Barbedo. Ele ainda se diz confiante que a técnica de monitoramento seja adotada em cerca de dois a três anos.

Além disso, os pesquisadores também afirmam, que no futuro o monitoramento com drones possa ser utilizada em prol da saúde animal, para a detecção de doenças e anomalias e eventos como prenhez. Para esse caso, o horizonte é de cinco anos.

A parte prática do estudo foi realizada nos sistemas extensivo, intensivo e de integração Lavoura-Pecuária (ILP) na fazenda Canchim, sede da Embrapa Pecuária Sudeste.

Fonte https://www.canalrural.com.br/noticias/pecuaria/boi/drone-monitoramento-rebanho/

Maior produtividade, em menor área com menos tempo, define equação da evolução do rebanho

Maior produtividade, em menor área com menos tempo, define equação da evolução do rebanho

Medir a produção de carne com o animal na propriedade é possível. A relação entre tempo e peso é a equação que rege a evolução do rebanho e pode ser decisiva no melhor aproveitamento do capital produtivo – um dos pontos abordados no curso de Formação Profissional Rural do Senar/MS em Bovinocultura de Corte. Este é o tema da editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (20). 

Já ouviu a expressão ‘se eu não posso medir, não posso administrar’? A frase reforça a importância da tecnologia e da gestão como ferramentas eficientes na pecuária. “O produtor rural precisa ter a consciência de quanto ele está produzindo e se perguntar: Quanto meus animais estão rendendo; quanto a produção está sendo eficiente?. Isso é gestão da produção”, explica o administrador e instrutor do Senar/MS, Fábio Cerqueira. 

A eficiência está diretamente ligada ao tempo do ganho de peso em menor área possível por animal. “A pecuária moderna é baseada em tecnologia por causa do fator tempo. Quanto menor, mais eficiente. A tecnologia embarcada no pasto, na genética animal, na conversão alimentar e até mesmo na gestão, é coringa quando se busca resposta e retorno na bovinocultura”, destaca.  

Seguindo a metodologia aplicada nas capacitações da área de bovinocultura de corte, a propriedade estará com o foco na sustentabilidade, critério dos mercados consumidores mais exigentes do mundo. “É preciso ter uma visão global do negócio, considerar os índices financeiros, indicadores da atividade humana, clima organizacional, estratégias de comercialização, além de respeitar o meio ambiente, legislações. São pontos que fazem diferença no resultado”, acrescenta. 

O curso ‘Pecuária de Corte: Medindo Produção de Carne – Índices e Resultados’ é oferecido gratuitamente pelo Senar/MS. No site senarms.org.br você encontra esta e outras capacitações voltadas para gestão, manejo e produção na bovinocultura de corte. Procure pelo sindicato rural do seu município. 

Fonte https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/boi/278226-maior-produtividade-em-menor-area-com-menos-tempo-define-equacao-da-evolucao-do-rebanho.html#.YBGy5ehKjIU

Governo Federal institui sistema para monitorar Plano ABC 2021/2030

Governo Federal institui sistema para monitorar Plano ABC 2021/2030

Sistema reforça compromissos para minimizar os efeitos das mudanças climáticas e avança no monitoramento e adoção das tecnologias para o novo Plano ABC

O governo federal publicou nesta segunda-feira (25) o Decreto 10.606 que institui o Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SIN-ABC) e também o Comitê Técnico de Acompanhamento do Plano Setorial para consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (CTAB).

Os colegiados serão responsáveis por monitorar o novo Plano ABC, que irá incorporar novas tecnologias e orientações para o avanço da agricultura de baixa emissão de carbono no país.

“O monitoramento será integrado e permitirá ao Mapa identificar a adoção das diferentes tecnologias de produção preconizadas pelo Plano ABC e sua contribuição no combate e no enfrentamento às mudanças do clima. Reunindo os dados provenientes de estudos avançados e dados de execução direta do Plano ABC, permitirá o contínuo aperfeiçoamento da política pública”, afirma a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini.

Como parte importante do SIN-ABC, a Plataforma ABC, coordenada pela Embrapa, avança na adoção de mecanismos de MRV (monitoramento, registro e verificação) que podem fortalecer o mercado de finanças verdes no Brasil.

Caberá ao Mapa coordenar o SIN-ABC. O Comitê Técnico é composto por representantes do Mapa, Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações, Ministério do Meio Ambiente, Banco Central, Observatório ABC e do setor agropecuário privado. De acordo com o decreto, convidados de outros órgãos e instituições poderão participar das reuniões, sem direito a voto. 

O decreto é parte da revisão da nova fase do Plano ABC 2021/2030, trazendo uma estrutura mais moderna e integrada de discussão dos avanços e adoção das tecnologias sustentáveis de produção. “O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a agricultura de baixa emissão de carbono e a transparência das informações do novo plano ABC”.

O decreto atende as diretrizes da Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, que instituiu a Política Nacional de Mudanças sobre o Clima (PNMC) e criou os regramentos para implementação do Plano ABC.

“O sistema está mais participativo, vai reforçar a sustentabilidade do agronegócio e a promoção de uma agropecuária mais resiliente à mudança do clima”, destaca Mariane Crespolini.

Plano ABC

Em dez anos, o Plano ABC colheu resultados positivos. Quase 50 milhões de hectares em todo o país já adotam tecnologias preconizadas pelo plano, como integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e fixação biológica de nitrogênio, de acordo com pesquisa científica realizada pela Embrapa e pelo Lapig/UFG.

O volume de financiamento para a agricultura sustentável ultrapassa R$ 20,8 bilhões e já existem mais de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas recuperadas.

Outro destaque é o desenvolvimento da certificação “Carne Carbono Neutro”. Produtos com o certificado já estão disponíveis nas gôndolas dos supermercados e é garantia de que o gado é criado com manejo adequado das pastagens e em áreas com árvores plantadas (integração lavoura-pecuária-floresta), que neutralizam o metano exalado pelos animais, além de conferir maior bem-estar animal.

Informações à imprensa
Juliana Sartori
imprensa@agricultura.gov.br

Categoria
Agricultura e Pecuária

Fonte https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-federal-institui-sistema-para-monitorar-plano-abc-2021-2030

Carne bovina brasileira deve consolidar mercados e avançar sobre novos em 2021, diz CEO da Minerva

Carne bovina brasileira deve consolidar mercados e avançar sobre novos em 2021, diz CEO da Minerva

O setor de carne bovina do Brasil deve conseguir consolidar mercados conquistados em 2020 e avançar sobre novos em 2021, na avaliação do CEO do Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. Em evento online sobre perspectivas para 2021 promovido pelo Sicoob Credicitrus, Galletti destacou que o País “nunca” teve tantos mercados abertos nem acesso ao mercado internacional como em 2020.

O executivo comentou que a peste suína africana, que dizimou rebanhos de suínos na China e outros países, acabou surtindo efeito positivo para o segmento de carne bovina, ao impulsionar os preços da suína e dar competitividade à bovina.
Fernando Galleti de Queiroz, CEO da Minerva Foods

“O setor de carne bovina do Brasil passou a ser driver de preços no mercado internacional. Em 2021, queremos consolidar ainda mais a posição que o Brasil e a América do Sul assumiram no mercado global de carne bovina“, afirmou Galletti. O CEO lembrou que a Minerva é responsável por quase 25% de toda a carne bovina exportada pela América do Sul.

No mercado interno, a perspectiva também é positiva para o setor, segundo o executivo, em virtude da expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem.

Galletti chamou a atenção para a volatilidade esperada no ano de 2021. “A volatilidade vai fazer parte do jogo no setor da carne bovina no ano que vem. Nunca tivemos tantas variáveis influenciando o nosso negócio, e um dos grandes guias do setor será a sustentabilidade“, disse.

Fonte: Acrissul

Perspectivas para a pecuária brasileira em 2021

Perspectivas para a pecuária brasileira em 2021

No último boletim de 2020, os pesquisadores do CiCarne apresentam aspectos importantes para a pecuária de corte de 2021. Tendências macroeconômicas, ofertas restritas de animais de reposição, custos elevados e margens apertadas, consumo pós-pandemia e algumas dicas de gestão para os pecuaristas compõem este  boletim.

Uma breve retrospectiva

O ano de 2020 foi marcado por um patamar elevado de preço da arroba, batendo na casa dos R$300,00. Entretanto, a média do ano foi na faixa de R$220,00. Houvefalta de animais para abastecer o mercado doméstico, que, por sua vez, estava enfraquecido em virtude da crise econômica provocada pela pandemia. Há que se ressaltar que este mercado é o grande formador de preço. O principal motivo que
explica a falta de animais foi o ciclo pecuário e a escassez de chuvas nos principais polos produtores do país. As exportações andaram muito bem, com um aumento global de cerca de 12% em volume, especialmente para o mercado chinês.

Macroeconomia

O ano que vem favorecerá as exportações brasileiras de carne bovina, especialmente pelo aumento da demanda dos países asiáticos. Aumento de renda e mudanças de hábitos de consumo pós-pandemia devem contribuir para este crescimento de demanda. Entretanto, essa grande dependência de apenas dois compradores (China e Hong Kong) é preocupante. Caso ocorra algum problema de ordem sanitária, econômica ou política, o Brasil sofrerá uma drástica diminuição em suas exportações de carne bovina e a busca pela diversificação de mercados é recomendável. Cabe salientar que a desvalorização do real aumenta a competitividade da carne brasileira. O dólar comercial acumula alta de 38% em relação ao real em 2020. No mercado interno, o fim do auxílio emergencial impactará a demanda. Espera-se que uma recuperação da economia, empregos e renda possa contrabalançar essa situação.

Oferta de bezerros

Atualmente estamos no ciclo de alta de preços de bezerros. Os preços das categorias de reposição no MT, por exemplo, sofreram reajustes anuais acima de 60%, o que leva à retenção de fêmeas, aumentando a produção de bezerros e, consequentemente, uma maior disponibilidade de ofertas para os recriadores no
médio prazo, o que deve aliviar os custos de reposição somente em 2022. O aumento da demanda por estes animais nos primeiros meses de 2021 deve manter os preços elevados.

Custos

O preço do milho deve permanecer em nível elevado e o preço dos animais de reposição também. Pecuaristas podem deixar de confinar ou postergar a entrada dos animais no cocho. Quem produz carne deve ficar atento a uma mudança no mercado mundial de milho em 2021: estima-se que a China comprará 20 milhões de toneladas adicionais, o que aumentaria as exportações brasileiras de milho e
encareceria os custos de produção de quem engorda.

Margens

As margens devem continuar apertadas em 2021. Faltarão vacas para abate e abastecimento do mercado interno, e as indústrias buscarão bois, que estarão com a demanda aquecida no mercado externo e com a arroba valorizada. Seguiremos com aumentos nos preços dos insumos, dos animais de reposição e uma menor disponibilidade de animais.

Consumo pós-pandemia

A proximidade das festividades de final de ano aumenta a busca por proteínas de maior valor agregado, como a carne vermelha. Para 2021, de acordo com a previsão do USDA, o consumo de carne bovina mundial deve se recuperar e alcançar o maior valor histórico, a 59,95 milhões de toneladas em equivalente carcaça. O Brasil foi um dos países mais afetados pela COVID-19 no consumo doméstico de carne bovina, mas a demanda deve se recuperar em 2021.

Dicas de gestão para o pecuarista

Controle seus custos de produção. Entenda como é a relação do seu custo de produção com a formação de preços na sua região. Entenda o comportamento do ciclo pecuário e estabeleça estratégias de curto, médio e longo prazo. Utilize as ferramentas de gestão de risco de preços e minimize os impactos da volatilidade de mercado. Saiba explorar as oportunidades que o mercado apresenta.

Ração e exportações serão a base do ganho no consumo de bovinos e suínos nos EUA, projeta USDA

Ração e exportações serão a base do ganho no consumo de bovinos e suínos nos EUA, projeta USDA

Há seis meses, as fazendas dos Estados Unidos abrigavam 103 milhões de cabeças de gado. Números que já foram maiores, antes que o consumo de carne bovina no país caísse 15% na última década. Mas a mudança nesse quadro é vista a caminho com o aumento da produção de bois e barateamento da proteína, tirando um pouco da concorrência do frango.

No mesmo período, o consumo da carne branca cresceu 5%.

O site Beef Market Central, sob projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), acredita que até 2025 a oferta de carne bovina deverá crescer 11,7%. Nos primeiros seis meses do ano, o rebanho também já teria aumentado.

A base para essa expectativa é que o setor agrícola em expansão, sobretudo soja e milho, deverá dar sustentação em ração mais barata, além do que há uma aposta no mercado externo puxando a oferta como um todo.

A análise também trás que a carne suína deverá começar a reverter uma década de vendas menores. As estimativas são de que essa proteína perdeu 4% do consumo e pode estar também seguindo uma linha de crescimento de pouco mais de 10% no mesmo período.

O consumidor do país mais rico do mundo, portanto, não resistiu ao aumento exponencial dos preços no varejo das carnes vermelhas, segundo a publicação, que também notou um apelo maior por hábitos alimentícios mais saudáveis.

Fonte: Money Times.