Edital de R$ 4 milhões quer reunir pesquisas inovadoras para tornar MS Carbono Neutro

Edital de R$ 4 milhões quer reunir pesquisas inovadoras para tornar MS Carbono Neutro

Mato Grosso do Sul é o primeiro estado do país a lançar um edital de R$ 4 milhões para selecionar projetos de pesquisa que contribuam com a meta de ser Carbono Neutro até 2030.  A iniciativa se soma a diversos programas já existentes, que reforçam o compromisso ambiental do Governo do Estado com a redução da emissão de gases de efeito estufa.

O lançamento do edital foi feito nesta quinta-feira (09) pelo governador Reinaldo Azambuja, junto do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e o diretor-presidente da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado), Marcio Pereira.

Titular da Semagro e responsável por encabeçar o projeto de Carbono Neutro em Mato Grosso do Sul, o secretário Jaime Verruck explica que a estratégia ambiental do Estado foi adotada em 2016, quando o Governo se comprometeu em neutralizar as emissões de gases de efeito estufa.

“Temos uma meta audaciosa de tornar o Estado Carbono Neutro em 2030, ao menos 20 anos antes do previsto. Já temos um inventário de emissão de CO², mas precisamos revisar e aperfeiçoar essa análise, principalmente no quesito de mudança de uso de solo. Agora queremos buscar pesquisas e tecnologias locais que nos ajudem neste processo”, afirma.

Diretor-executivo do Centro Brasil no Clima, Guilherme Syrkis afirma que Mato Grosso do Sul se destaca no avanço da agenda das mudanças climáticas. “Nos orgulhamos de trabalhar com esse Estado que acredita e aposta na inovação. A emergência climática é um assunto para agora, uma triste realidade que nos afeta diariamente. Não há outro caminho a não ser enfrentar o problema de frente”.

Edital MS Carbono Neutro

O diretor-presidente da Fundect, Márcio Pereira explicou as condições do edital, que  busca fomentar projetos de pesquisa e inovação nas áreas de Bioeconomia, Biotecnologia, Biodiversidade, Energias Renováveis, ou Produção  Sustentável, cujos resultados contribuam efetivamente para a neutralização das emissões de gases de efeito estufa em Mato Grosso do Sul. Serão investidos R$ 4 milhões na seleção de projetos divididos por faixas de financiamento.

A ideia é selecionar pesquisadores vinculados às Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e Empresas que executam atividades de pesquisa em Ciência, Tecnologia Inovação (CT&I) sediadas em Mato Grosso do Sul. O prazo de execução dos projetos é de 24 meses. “Este é o primeiro edital que fala da possibilidade de unir pesquisas e empresas sediadas em Mato Grosso do Sul”, destaca.

No lançamento do edital, na governadoria, o governador Reinaldo Azambuja contou que a iniciativa faz parte do planejamento estratégico de Mato Grosso do Sul, de se desenvolver com sustentabilidade. “Temos visto os efeitos causados pelo aquecimento global: secas extremas em algumas regiões, excesso de chuva em outras, e até frio em lugares atípicos. Isso desperta compromisso com a agenda da sustentabilidade. Mato Grosso do Sul está focado nisso. Negar o aquecimento global é negar a evolução da ciência e a importância que os países têm dado à essa agenda”, destacou

.https://www.semagro.ms.gov.br/

Governo de MS e Suzano avaliam andamento do Projeto Cerrado; investimento de R$ 14,7 bilhões

Governo de MS e Suzano avaliam andamento do Projeto Cerrado; investimento de R$ 14,7 bilhões

Instalação de nova fábrica de celulose da Suzano pode gerar até 13 mil empregos na região

A diretoria do grupo Suzano recebeu ontem (1), comitiva do governador Reinaldo Azambuja para avaliar o andamento do ‘Projeto Cerrado’, nome batizado para construção da nova fábrica de celulose do grupo em Ribas do Rio Pardo.

Iniciada em maio deste ano, as obras seguem a todo vapor, e reúne um investimento de R$ 14,7 bilhões até 2024. De acordo com o governador, a instalação da fábrica pode gerar até 13 mil empregos.

“Ribas do Rio Pardo vive um crescimento econômico com a instalação dessa fábrica, que vai gerar até 10 mil empregos diretos durante as obras e outros três mil depois do início da operação, no primeiro trimestre de 2024. A cidade está em um momento importante e, para absorver todo esse investimento, vamos continuar estruturando as áreas de infraestrutura, segurança, saúde, habitação e educação”, afirmou Reinaldo Azambuja.

Para a implantação do complexo, uma série de compromissos foram assumidos pelo Governo do Estado e pela Suzano, como explicou o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

“Este é o maior investimento que estamos recebendo no Mato Grosso do Sul, e temos dado continuidade à gestão desse projeto. A ideia é que essas oportunidades de trabalho possam ser utilizadas pelas pessoas daqui. Por parte do Governo, temos acordo para estruturação de rodovias, pontes, hospitais e também da segurança pública”, ressaltou Jaime Verruck.

Também participaram da reunião os secretários Antônio Carlos Videira, da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública); Sérgio de Paula, da Casa Civil; e o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marcos Paulo Gimenez.

http://Por Redação – SBA – com informações Semagro

Inoculante biológico aumenta produção de massa verde pelo pasto em até 22%

Inoculante biológico aumenta produção de massa verde pelo pasto em até 22%

Biotecnologia promove associação de microrganismos vivos que aumentam a massa radicular da pastagem e potencializam absorção dos nutrientes NPK

Uma parceria público-privada entre a Embrapa Soja e a empresa Biotrop acabou de disponibilizar ao mercado uma biotecnologia que promete aumentar em até 22% a produção de massa verde pelo pasto de modo sustentável. Trata-se do inoculante biológico Pastomax, um kit de três componentes líquidos com microrganismos vivos que aumenta a absorção de nitrogênio, fósforo e potássio pela planta.

“Foram vários anos de pesquisa, de inovação e desenvolvimento para trazer ao pecuarista uma solução que seja confiável, uma solução que entregue os resultados que são esperados. Nós fizemos essa parceria público-privada com a Embrapa, uma instituição que é referência tanto na agricultura quanto na pecuária, e fizemos uma série de estudos em diferentes pastagens, em diferentes regiões do Brasil para realmente entender o que a tecnologia biológica poderia agregar. E os resultados foram realmente surpreendentes e nos levaram então ao lançamento dessa ótima tecnologia”, celebrou a bióloga, mestre, doutora e pós-doutora em genética e biologia molecular Juliana Marcolino em entrevista ao Giro do Boi desta segunda, 30.

A especialista explicou como a tecnologia atua na pastagem de forma a aumentar sua capacidade produtiva. “Ao utilizar o Pastomax, você aumenta significativamente o volume radicular. E claro que uma planta que consegue explorar melhor o solo vai ter um desenvolvimento diferenciado, vai ter então esse aumento, esse incremento na biomassa da forragem”, apontou.

Para tanto, o inoculante faz a associação de microrganismos que têm propriedades multifuncionais, (Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens) e potencializam a absorção de NPK. “A gente tem um aumento de quase 20% (de absorção) do nitrogênio na forrageira, tem 15% de potássio e mais de 30% a mais de fósforo quando a gente utiliza o Pastomax”, quantificou a bióloga.

Conforme consta em material divulgado pela Embrapa, o “inoculante multifuncional já está disponível para os produtores, por intermédio de uma parceria público-privada entre a Embrapa e a empresa Biotrop, que está lançando o pacote tecnológico denominado PASTOMAX. O pacote é composto de um kit com três produtos: PASTOMAX PK (Pseudomonas fluorescens); PASTOMAX N (Azospirillum brasilense) e PASTOMAX Protege (aditivo protetor, visando a proteção das bactérias contra dessecação e raios solares)”. Leia na íntegra o artigo lançado pela Embrapa Soja: Inoculação multifuncional visa revolucionar as pastagens brasileiras.

A aplicação da tecnologia na pastagem pode ser feita de duas formas. “O pecuarista pode aplicar tanto no tratamento de sementes, quando ele estiver fazendo a implantação ou renovação de sua área, como fazer essa aplicação via pulverização naquelas áreas que já estão implantadas”, indicou.

Inoculação de sementes de forrageiras pode substituir fertilizantes por custo dez vezes menor

Além de resolver um problema pontual de aumento da produtividade do pasto, a tecnologia pode atuar também em um do principais desafios da pecuária brasileira no cenário macro. “Aumentando a biomassa, por exemplo, você evita que o solo fique descoberto. Um grande problema que a gente tem nas áreas degradadas é esse solo descoberto, que fica exposto ali para sofrer erosões e um grau mais severo de degradação. Então a gente tem o Pastomax entrando para aumentar a biomassa, o que aumenta a cobertura dessas áreas, aumenta a rentabilidade, a produtividade e aumenta a concentração dos principais nutrientes”, sustentou.

A pós-doutora em genética e biologia molecular disponibilizou os contatos com a Biotrop para que os pecuaristas possa saber mais detalhes da tecnologia biológica, como o próprio valor do investimento:

https://www.girodoboi.com.br/noticias

Agro brasileiro tem oportunidades crescentes de exportar para a China

Agro brasileiro tem oportunidades crescentes de exportar para a China

Há oportunidades em setores como carnes, frutas, laticínios e café, relata publicação do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC)

Apesar da grande concentração em soja, as exportações do agronegócio brasileiro para a China estão mais diversificadas, aponta a “Carta Brasil-China”, publicada pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Há oportunidades crescentes em setores como carnes, frutas, laticínios e café, diz o artigo assinado pelo diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, Tulio Cariello, e pela assistente de pesquisa do Conselho, Camila Amigo.

Eles lembram que em 2020 as exportações brasileiras atingiram 50% do volume importado pela China, ultrapassando US$ 22 bilhões.

“A pauta de exportação do setor está mais diversificada e apresenta grandes oportunidades para produtos brasileiros em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente”, afirmam.

Os pesquisadores apontam que esses segmentos, incluindo algodão e fibras têxteis, especiarias e produtos hortícolas, tiveram expansão significativa nas vendas para a China nos últimos quatro anos.

Em alguns casos, os aumentos porcentuais de volume e receita foram de três ou quatro dígitos.

No caso do café, destaque da carta, as exportações brasileiras cresceram 157% em volume entre 2016 e 2020 e o consumo da bebida no País aumentou entre 7% e 17% anualmente (ante 2% no mundo).

“Apesar de ser conhecida como o país do chá, com uma classe média cada vez mais aberta a elementos do estilo de vida ocidental, é comum ver nas grandes cidades do país um número expressivo de cafeterias, que costumam atrair um público jovem e com maior poder aquisitivo”, dizem os pesquisadores.

Esta mudança de hábito pode favorecer o consumo da bebida do Brasil, especialmente o tipo solúvel.

“A entrada do café solúvel brasileiro em pontos de venda físicos e online pode ser uma boa iniciativa para que os consumidores chineses passem a conhecer o produto nacional de forma gradual, enquanto o café torrado e moído poderia se tornar um mercado incremental ao solúvel quando a percepção do café na China sofrer uma transição de ‘produto de luxo’ para bebida de hábito diário”, observam os pesquisadores do CEBC.

O Brasil é o segundo fornecedor do grão verde para a China, perfazendo 15,5% do volume importado pelo País.

O documento ressalta que a soja permanece sendo o principal produto brasileiro vendido para o país asiático, mas diminuindo sua participação na pauta exportadora.

“Em 2016, a oleaginosa contribuía com 70% das vendas do setor. Em 2020, o porcentual foi de 62%, com o aumento do peso de outros produtos, sobretudo as carnes”, pontuam os pesquisadores.

Atrás da soja, as carnes brasileiras são o segundo principal produto comercializado na relação sino-brasileira, perfazendo 19% em 2020 ante 8% em 2016.

Durante esse período, segundo dados do CEBC, os embarques cresceram 275% em valor e 179% em volume.

Entre as proteínas animais, Cariello e Camila apontam que a perspectiva é de queda no médio e longo prazo nas exportações de carne suína, diante da recuperação do plantel suíno chinês, e aumento nas vendas externas de carne bovina.

“Uma oportunidade para o Brasil, que apenas em 2020 foi responsável por 40% do volume importado pelo gigante asiático”, dizem os pesquisadores.

https://www.portaldbo.com.br/author/estadao/
Setor agropecuário pede políticas públicas para compensar perdas com geadas

Setor agropecuário pede políticas públicas para compensar perdas com geadas

Durante audiência, representante do governo anuncia recursos para apoiar produtores rurais

Parlamentares e representantes de órgãos ligados à agropecuária pediram rapidez nas providências para compensar os efeitos das geadas em diversas culturas, que incluem crédito a juros baixos e prazos de carência para pagar os empréstimos. A expectativa é que os recursos permitam também o enfrentamento de dois outros problemas que já afetam o setor: o aumento de custos e os prejuízos causados pela estiagem.

Os impactos das geadas que atingiram vários estados do país entre junho e julho foram discutidos nesta quarta-feira (1º) na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Os dados consolidados sobre as perdas devem ser divulgados durante o mês de setembro, mas já se sabe que houve prejuízos nas lavouras de milho, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas, além da pecuária de leite.

O café foi a cultura mais atingida, com efeitos nas safras dos próximos dois anos. Os levantamentos vão mostrar se as áreas plantadas foram afetadas de maneira superficial, pela chamada “geada de capote” ou se os cafezais foram queimados, comprometendo as futuras florações, como explicou o diretor-executivo de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sergio de Zen.

“O café é uma planta bianual, ou seja, nós tínhamos esse ano uma bianualidade negativa, então para a próxima safra nós esperávamos uma bianualidade positiva e, com isso, nós vamos frustrar um pouco essa previsão de produção”, observou.

Só em Minas Gerais, o maior produtor de café do País, os efeitos das geadas afetaram 170 municípios e cerca de 10 mil propriedades rurais. O diretor-presidente da Emater de Minas, Otávio Maia, destacou alguns dos pedidos que o governo estadual fez à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para minimizar os danos.

“Ampliação do acesso ao crédito aos produtores atingidos pelas geadas, considerando que há produtores que têm dificuldades de acesso ao crédito e não mantêm operações com agentes financeiros por motivos diversos. Liberação de crédito para outras lavouras atuais ou atividades pecuárias, que permitam retorno financeiro rápido para os anos de 2021 e 2022, como soja, milho, feijão, entre outros, possibilitando a diversificação das atividades na propriedade rural”, enumerou.

Recursos do governo
Durante a audiência pública, o diretor de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese, anunciou que, dos R$ 5, 9 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), R$ 1,3 bilhão já está separado para apoiar os produtores rurais atingidos pelas geadas. O Banco do Brasil também destinou crédito de R$ 2 bilhões para a recuperação de cafezais e de outras lavouras prejudicadas pelas baixas temperaturas do inverno.

O coordenador de Produção Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Maciel da Silva, acrescenta outra dificuldade para equilibrar as contas dos produtores rurais: o aumento de custos como fertilizantes e energia elétrica.

“Além de todos esses eventos climáticos, todos esses impactos em relação à receita, a gente tem visto também uma pressão para o lado do custo, contribuindo também com o estreitamento das margens (de lucro) dos produtores”, observou.

Seguro rural
Assim como outros debatedores, o representante da CNA também apontou a baixa adesão dos agricultores ao seguro rural, que poderia ser um importante apoio financeiro na compensação dos prejuízos causados pelo clima. O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), um dos parlamentares que propuseram a realização da audiência, defende que os produtores rurais sejam estimulados a mudar essa cultura.

“Não é possível que a gente continue tendo o seguro agrícola como algo ainda eventual. Tem que ser algo que esteja presente no planejamento. É curioso como nós temos, às vezes, um pouco de dificuldade de absorver isso como um investimento necessário e não uma mera despesa”, disse o deputado.

Ele pretende sugerir outra audiência pública para discutir especificamente mecanismos para aumentar a adesão dos produtores ao seguro rural.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova projeto que autoriza laboratórios veterinários a produzir vacinas contra Covid-19

Câmara aprova projeto que autoriza laboratórios veterinários a produzir vacinas contra Covid-19

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) o Projeto de Lei 1343/21, do Senado Federal, que permite ao governo autorizar as fábricas de vacinas veterinárias a produzirem, temporariamente, vacinas contra a Covid-19. Devido às mudanças, o texto retorna ao Senado para nova votação.

De acordo com o substitutivo aprovado, da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), esses laboratórios poderão produzir ainda o insumo farmacêutico ativo (IFA) e terão de cumprir exigências de biossegurança e normas sanitárias, além de realizar todo o processo de produção até o armazenamento em dependências fisicamente separadas daquelas usadas para produtos de uso veterinário.

Entretanto, se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar, o armazenamento poderá ocorrer na mesma área usada para as vacinas veterinárias se for possível identificar e separar cada tipo de imunizante (animal e humano).

“Estamos iniciando um novo momento para enfrentarmos esse desafio e sermos autossuficientes e também exportadores”, afirmou a deputada.

Prioridade
O projeto determina à Anvisa dar prioridade na análise dos pedidos de autorização para essas empresas fabricarem o IFA e as vacinas contra a Covid-19.

Enquanto produzirem vacinas para uso humano, os laboratórios de vacina animal estarão sujeitos à fiscalização e às normas da Anvisa.

Capacidade de produção
Na análise dos pedidos, a Anvisa deverá considerar a capacidade de produção dos estabelecimentos solicitantes para que não haja desabastecimento dos demais insumos produzidos.

Incentivo fiscal
Para ajudar as empresas a adaptarem suas instalações a fim de produzir vacinas contra o coronavírus, o Poder Executivo poderá conceder incentivo fiscal.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

https://www.camara.leg.br/noticias/772980-camara-aprova-projeto-que-autoriza-laboratorios-veterinarios-a-produzir-vacinas-contra-covid-19/Fonte: Agência Câmara de Notícias

Agronegócio bate recorde de US$ 14 bilhões em exportações em maio

Agronegócio bate recorde de US$ 14 bilhões em exportações em maio

O mês de maio deste ano registrou recorde nas exportações de produtos do agronegócio, com US$ 13,94 bilhões, alta de 33,7% em relação a maio de 2020.

De acordo com análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as vendas foram influenciadas pelo incremento nos preços internacionais das commodities. O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil aumentou 24,6%, enquanto o crescimento do índice de quantum foi de 7,3%.

Analistas apontam que a pandemia precipitou uma nova era de uso intensivo de commodities, na medida em que os governos enfatizam a criação de empregos e sustentabilidade ambiental, ao invés do foco na estabilidade financeira desencadeado pela crise de 2009. Além disso, a forte demanda chinesa permanece pressionando os preços de grãos, como milho e oleaginosas, destinados à recomposição e ampliação dos rebanhos suíno e de frango na China.

Apesar do forte incremento das exportações do agronegócio, a participação do setor diminuiu de 59,5% das exportações totais brasileiras (maio/ 2020) para 51,7% (maio/ 2021).

As importações do agronegócio subiram, passando de US$ 837 milhões (maio/2020) para US$ 1,22 bilhão (maio/2021), com alta de 13,5%. O saldo da balança ficou em US$ 12,71 bilhões.

O complexo soja continua como principal destaque, responsável por praticamente 60% do valor das exportações do agronegócio no mês passado.

De acordo com o boletim da SCRI, o cenário internacional da soja em grão reflete baixos estoques norte-americanos e elevadas aquisições chinesas.

As importações totais chinesas de soja em grão cresceram 12,8% em 2021, passando de 33,9 milhões de toneladas, entre janeiro e maio de 2020, para 38,2 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período deste ano.

As exportações brasileiras registraram volume recorde de 16,4 milhões de toneladas de soja em grão em maio (+16,3%). O montante e a elevação do preço médio de exportação (+34,5%; US$ 447,73 por tonelada) geraram valor recorde de US$ 7,34 bilhões nas exportações do produto (+56,3%): +US$ 2,64 bilhões em valor absoluto.

Em maio, a China foi o país que mais importou soja em grãos (11,2 milhões de toneladas), equivalente a 68% do total exportado pelo Brasil ou aumento absoluto de 1,1 milhão de toneladas em relação a maio de 2020. A União Europeia aparece na segunda posição com 1,552 milhão de toneladas (-8,8%), seguida pela Turquia com 730 mil toneladas (+74,5%).Fonte: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/agronegocio-bate-recorde-de-us-14-bilhoes-em-exportacoes-em-maio

MS possui 3ª maior área agrícola financiada pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono, no país

MS possui 3ª maior área agrícola financiada pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono, no país

Mato Grosso do Sul é o Estado brasileiro com a terceira maior área agrícola do país que utilizam tecnologias sustentáveis e são financiadas pelo Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), do governo federal. De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), são 80,7 mil hectares de área financiadas pelo ABC no Estado, enquanto que em Minas Gerais são 86,3 mil ha e em Mato Grosso, 136,7 mil ha.

O Programa ABC é a linha de crédito do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) destinada ao financiamento de tecnologias e sistemas de produção nas propriedades rurais, para promover uma agropecuária mais adaptada à mudança climática e também mitigadora de gases de efeito estufa. Ao todo, de julho a dezembro de 2020, a área agrícola do país financiada pelo Programa ABC superou 750 mil hectares, equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo. Na comparação com o mesmo período do ano-safra anterior, houve um crescimento de 47%.

O secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) comemora o indicador do Programa ABC em Mato Grosso Sul e destaca que “esse é um posicionamento importante para o Estado. É parte de nossa visão estratégica de desenvolvimento sustentável, pois acreditamos que a expansão do agronegócio sul-mato-grossense está em iniciativas como essa e também no ILPF (Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta). Somos o primeiro em ILPF e agora o terceiro no número de áreas financiadas pela agricultura de baixo carbono”.

O secretário lembra que, em termos nacionais, a ministra Tereza Cristina (Mapa) “tem destacado bastante a importância de alardearmos que a agricultura brasileira é sustentável. As estatísticas de todos os financiamentos realizados por meio do Programa ABC confirmam essa realidade. Por isso, é fundamental para o Mato Grosso do Sul e para o país apresentar ao mundo que a nossa agricultura é de alta tecnologia, de alta produtividade, de alta rentabilidade e com sustentabilidade”, finalizou Jaime Verruck.

Valores contratados e tecnologias utilizadas

Com base em dados do sistema Sicor do Banco Central, a equipe do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (Depros), do Mapa, destaca que o valor contratado pela linha de crédito alcançou cerca de R$ 1,958 bilhão, montante 16,3% superior em relação ao mesmo período do ano-safra anterior (2019-2020).

De acordo com o Mapa, a tecnologia mais buscada pelos produtores rurais para financiamento pelo Programa ABC é a recuperação de pastagens degradadas, que soma 372,5 mil hectares, seguida pelo plantio direto (307,9 mil ha), ILPF e sistemas agroflorestais (47,2 mil ha).

Os produtores também podem buscar financiamento (linha de crédito ABC Ambiental) para adequar as propriedades ao Código Florestal, por meio da recuperação de reserva legal, áreas de preservação permanente, recuperação de áreas degradadas e implantação e melhoramento de planos de manejo florestal sustentável. As áreas financiadas para este fim apresentaram crescimento de 534%, chegando a 13 mil hectares.

Desde julho de 2020, os produtores podem financiar a aquisição de cotas de reserva ambiental, medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (ABC Ambiental – Resolução CMN n° 4.105 de 28/6/2012). Os financiamentos para recomposição de reserva legal e de Áreas de Preservação Permanente (APPs) têm taxa de juros de 4,5% ao ano, menor taxa empresarial do Plano Safra.

Outros sistemas e tecnologias que podem ser financiados são o tratamento de dejetos animais, a fixação biológica de nitrogênio e o cultivo de florestas plantadas.

“Os benefícios do Programa ABC, enquanto mecanismo de política pública, não se limita apenas àqueles produtores que são financiados diretamente pelo Programa mas, sobretudo, ao efeito multiplicador que a visibilidade na adoção dessas tecnologias provoca em uma determinada região. Isso faz com que outros produtores, que possuem formas alternativas de se financiarem, passem também a adotá-las”, destaca o diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo.

Plano ABC

De 2010 a 2018, aproximadamente 50 milhões de hectares já adotaram as tecnologias previstas no Plano ABC, conforme publicação da Embrapa e do Lapig/UFG . Os dados consideram, além das áreas financiadas com recursos do Programa ABC, aquelas com investimentos dos próprios produtores e outras linhas de créditos.

Considerando apenas o financiamento do Programa ABC, a área agrícola com a adoção das tecnologias soma quase 10,5 milhões de hectares, maior que o território do estado de Pernambuco e do Distrito Federal juntos. O Programa ABC já financiou, desde 2010/11 quando foi criado, mais de R$ 21 bilhões.

No Plano Safra 2020-2021, o programa conta com R$ 2,5 bilhões para financiamentos, uma ampliação de R$ 400 milhões em relação ao ano-safra anterior. As taxas de juros são de 4,5%, quando o crédito é destinado à recomposição de reserva legal e para APPs, a segunda menor taxa do plano, atrás apenas do Pronaf, e de 6% ao ano para as demais tecnologias, bens e serviços financiados. O Programa cumpre importante papel na adequação da propriedade rural ao Código Florestal.

A diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini, ressalta que o Plano ABC passa neste momento por uma revisão para a segunda fase, no período de 2020 a 2030. “O objetivo é torná-lo ainda mais abrangente, mantendo as tecnologias já fomentadas, incluindo outras e acrescentando bases estratégicas fundamentais, como a abordagem integrada da paisagem. A política agrícola nacional é um dos pilares fundamentais para impulsionar uma agropecuária mais sustentável, produtiva e inovadora”.

Leia mais em: https://www.acrissul.com.br/noticias/ms-possui-3a-maior-area-agricola-financiada-pelo-programa-agricultura/17404/

Mapa atualiza regulamento para produção de orgânicos; medida visa estimular setor no país.

Mapa atualiza regulamento para produção de orgânicos; medida visa estimular setor no país.

O governo federal atualizou o regulamento para a produção de orgânicos no Brasil. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), publicou na terça-feira (23) a Portaria nº 52 que atualiza as regulamentações técnicas, bem como as listas de substâncias e práticas permitidas em sistemas orgânicos de produção. A medida atende às solicitações de produtores e técnicos dando mais segurança ao sistema produtivo, agilidade nas alterações das listas positivas de substâncias e práticas autorizadas.

Uma das novidades é a incorporação de normas para produção de sementes, mudas e de cogumelos comestíveis na agricultura orgânica. “Existia uma expectativa com relação à continuidade do uso de sementes convencionais. O regulamento permite o uso, desde que não seja transgênica”, comenta Rogério Beretta, superintendente de Ciência e Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

“Foi acrescentada a produção de cogumelos, que não tinha uma normativa e agora foram estabelecidos critérios para esse tipo de sistema. Na questão das sementes, foi dado prazo de 5 anos para que o produtor passe a adquirir somente sementes sem tratamento e orgânicas. O regulamento dá, inclusive, explicações sobre como deve ser a produção de semente orgânica”, informa Karla de Nadai, técnica da Semagro. Em Mato Grosso do Sul, ainda não há produção de semente orgânica.

A atualização trouxe, ainda, o incremento na caracterização da unidade de produção orgânica, com a obrigatoriedade da adoção de medidas de proteção com meios de preservação do meio ambiente, como curvas de nível e barreiras vegetais para evitar contaminação por unidades de produção vizinhas. Foram alteradas as regras para a produção animal e mel e incluídas substâncias para uso como dessecantes. Também foram autorizadas e reconhecidas a utilização de algumas substâncias específicas para a produção orgânica.

O secretário Jaime Verruck, da Semagro, lembra que o Governo do Estado implantou o Pro-Orgânico – Plano de Agroecologia, Produção Orgânica e Extrativismo Sustentável Orgânico de Mato Grosso do Sul, que tem permitido aos agricultores familiares do Estado entregar ao consumidor legumes, hortaliças e frutas diferenciadas, com preço competitivo e, principalmente, com certificado de produto orgânico. “O novo regulamento do Mapa deu uma nova linguagem, mais clara e acessível em relação às portarias anteriores sobre a produção orgânica. No âmbito do Semagro e do Pro-Orgânico, vamos aprimorar o que for necessário, conforme as novas regras”, finalizou o titular da Semagro.

Produtos Orgânicos

É considerado um produto orgânico, in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.

Atualmente, há 24.608 produtores orgânicos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). Para serem comercializados, os produtos precisam ser certificados por organismos credenciados no Mapa. Estão dispensados da certificação aqueles produzidos por agricultores familiares de organizações de controle social cadastradas no Ministério, que vendem exclusivamente de forma direta ao consumidor.

Mato Grosso do Sul é o 5º entre os estados que mais exportam carne bovina.

Mato Grosso do Sul é o 5º entre os estados que mais exportam carne bovina.

Com 212 mil toneladas de carne bovina enviadas ao mercado externo em 2020, Mato Grosso do Sul se manteve na 5ª posição do ranking entre os estados que mais exportam o produto. Tais exportações renderam ao Estado U$S 783 milhões de dólares em faturamento no ano passado.

Os dados referentes ao mercado regional de carne bovina são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), compilados pela equipe econômica da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

As exportações de Mato Grosso do Sul representavam 6,7% no volume exportado brasileiro em 2015, passando para cerca de 8,16% em 2020. Os números mostram que cada vez mais o setor externo tem ganhando participação dentro da demanda final pelos produtos de abate bovino.

Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck explica que nos últimos anos o Estado diversificou a matriz econômica, saindo do binômio boi e soja e incorporando novos setores e indústrias, que contribuem para agregar valor à matéria prima local.

“Na pecuária vemos uma redução da produção, mas também identificamos um pecuarista aprimorando seu produto, mirando o mercado internacional, com mais tecnologia, mais produtividade e rentabilidade. Os setores estão se adaptando, incorporando inovações e ganhando mais espaço no mercado externo”, explica o secretário.

Os principais destinos dessas exportações de Mato Grosso do Sul de foram Hong Kong com 23,92% da participação, seguido pela China, que aumentou sua participação de 3,03% em 2019 para 16,25% em 2020.

Apesar de se manter no ranking, a produção de carne bovina no Mato Grosso do Sul encolheu 12,2% entre 2015 e 2020. Redução bem expressiva em relação ao Brasil, que viu o volume da produção cair apenas 3,6% no mesmo período.

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