Câmara aprova projeto que autoriza laboratórios veterinários a produzir vacinas contra Covid-19

Câmara aprova projeto que autoriza laboratórios veterinários a produzir vacinas contra Covid-19

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) o Projeto de Lei 1343/21, do Senado Federal, que permite ao governo autorizar as fábricas de vacinas veterinárias a produzirem, temporariamente, vacinas contra a Covid-19. Devido às mudanças, o texto retorna ao Senado para nova votação.

De acordo com o substitutivo aprovado, da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), esses laboratórios poderão produzir ainda o insumo farmacêutico ativo (IFA) e terão de cumprir exigências de biossegurança e normas sanitárias, além de realizar todo o processo de produção até o armazenamento em dependências fisicamente separadas daquelas usadas para produtos de uso veterinário.

Entretanto, se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar, o armazenamento poderá ocorrer na mesma área usada para as vacinas veterinárias se for possível identificar e separar cada tipo de imunizante (animal e humano).

“Estamos iniciando um novo momento para enfrentarmos esse desafio e sermos autossuficientes e também exportadores”, afirmou a deputada.

Prioridade
O projeto determina à Anvisa dar prioridade na análise dos pedidos de autorização para essas empresas fabricarem o IFA e as vacinas contra a Covid-19.

Enquanto produzirem vacinas para uso humano, os laboratórios de vacina animal estarão sujeitos à fiscalização e às normas da Anvisa.

Capacidade de produção
Na análise dos pedidos, a Anvisa deverá considerar a capacidade de produção dos estabelecimentos solicitantes para que não haja desabastecimento dos demais insumos produzidos.

Incentivo fiscal
Para ajudar as empresas a adaptarem suas instalações a fim de produzir vacinas contra o coronavírus, o Poder Executivo poderá conceder incentivo fiscal.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

https://www.camara.leg.br/noticias/772980-camara-aprova-projeto-que-autoriza-laboratorios-veterinarios-a-produzir-vacinas-contra-covid-19/Fonte: Agência Câmara de Notícias

Agronegócio bate recorde de US$ 14 bilhões em exportações em maio

Agronegócio bate recorde de US$ 14 bilhões em exportações em maio

O mês de maio deste ano registrou recorde nas exportações de produtos do agronegócio, com US$ 13,94 bilhões, alta de 33,7% em relação a maio de 2020.

De acordo com análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as vendas foram influenciadas pelo incremento nos preços internacionais das commodities. O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil aumentou 24,6%, enquanto o crescimento do índice de quantum foi de 7,3%.

Analistas apontam que a pandemia precipitou uma nova era de uso intensivo de commodities, na medida em que os governos enfatizam a criação de empregos e sustentabilidade ambiental, ao invés do foco na estabilidade financeira desencadeado pela crise de 2009. Além disso, a forte demanda chinesa permanece pressionando os preços de grãos, como milho e oleaginosas, destinados à recomposição e ampliação dos rebanhos suíno e de frango na China.

Apesar do forte incremento das exportações do agronegócio, a participação do setor diminuiu de 59,5% das exportações totais brasileiras (maio/ 2020) para 51,7% (maio/ 2021).

As importações do agronegócio subiram, passando de US$ 837 milhões (maio/2020) para US$ 1,22 bilhão (maio/2021), com alta de 13,5%. O saldo da balança ficou em US$ 12,71 bilhões.

O complexo soja continua como principal destaque, responsável por praticamente 60% do valor das exportações do agronegócio no mês passado.

De acordo com o boletim da SCRI, o cenário internacional da soja em grão reflete baixos estoques norte-americanos e elevadas aquisições chinesas.

As importações totais chinesas de soja em grão cresceram 12,8% em 2021, passando de 33,9 milhões de toneladas, entre janeiro e maio de 2020, para 38,2 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período deste ano.

As exportações brasileiras registraram volume recorde de 16,4 milhões de toneladas de soja em grão em maio (+16,3%). O montante e a elevação do preço médio de exportação (+34,5%; US$ 447,73 por tonelada) geraram valor recorde de US$ 7,34 bilhões nas exportações do produto (+56,3%): +US$ 2,64 bilhões em valor absoluto.

Em maio, a China foi o país que mais importou soja em grãos (11,2 milhões de toneladas), equivalente a 68% do total exportado pelo Brasil ou aumento absoluto de 1,1 milhão de toneladas em relação a maio de 2020. A União Europeia aparece na segunda posição com 1,552 milhão de toneladas (-8,8%), seguida pela Turquia com 730 mil toneladas (+74,5%).Fonte: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/agronegocio-bate-recorde-de-us-14-bilhoes-em-exportacoes-em-maio

MS possui 3ª maior área agrícola financiada pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono, no país

MS possui 3ª maior área agrícola financiada pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono, no país

Mato Grosso do Sul é o Estado brasileiro com a terceira maior área agrícola do país que utilizam tecnologias sustentáveis e são financiadas pelo Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), do governo federal. De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), são 80,7 mil hectares de área financiadas pelo ABC no Estado, enquanto que em Minas Gerais são 86,3 mil ha e em Mato Grosso, 136,7 mil ha.

O Programa ABC é a linha de crédito do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) destinada ao financiamento de tecnologias e sistemas de produção nas propriedades rurais, para promover uma agropecuária mais adaptada à mudança climática e também mitigadora de gases de efeito estufa. Ao todo, de julho a dezembro de 2020, a área agrícola do país financiada pelo Programa ABC superou 750 mil hectares, equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo. Na comparação com o mesmo período do ano-safra anterior, houve um crescimento de 47%.

O secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) comemora o indicador do Programa ABC em Mato Grosso Sul e destaca que “esse é um posicionamento importante para o Estado. É parte de nossa visão estratégica de desenvolvimento sustentável, pois acreditamos que a expansão do agronegócio sul-mato-grossense está em iniciativas como essa e também no ILPF (Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta). Somos o primeiro em ILPF e agora o terceiro no número de áreas financiadas pela agricultura de baixo carbono”.

O secretário lembra que, em termos nacionais, a ministra Tereza Cristina (Mapa) “tem destacado bastante a importância de alardearmos que a agricultura brasileira é sustentável. As estatísticas de todos os financiamentos realizados por meio do Programa ABC confirmam essa realidade. Por isso, é fundamental para o Mato Grosso do Sul e para o país apresentar ao mundo que a nossa agricultura é de alta tecnologia, de alta produtividade, de alta rentabilidade e com sustentabilidade”, finalizou Jaime Verruck.

Valores contratados e tecnologias utilizadas

Com base em dados do sistema Sicor do Banco Central, a equipe do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (Depros), do Mapa, destaca que o valor contratado pela linha de crédito alcançou cerca de R$ 1,958 bilhão, montante 16,3% superior em relação ao mesmo período do ano-safra anterior (2019-2020).

De acordo com o Mapa, a tecnologia mais buscada pelos produtores rurais para financiamento pelo Programa ABC é a recuperação de pastagens degradadas, que soma 372,5 mil hectares, seguida pelo plantio direto (307,9 mil ha), ILPF e sistemas agroflorestais (47,2 mil ha).

Os produtores também podem buscar financiamento (linha de crédito ABC Ambiental) para adequar as propriedades ao Código Florestal, por meio da recuperação de reserva legal, áreas de preservação permanente, recuperação de áreas degradadas e implantação e melhoramento de planos de manejo florestal sustentável. As áreas financiadas para este fim apresentaram crescimento de 534%, chegando a 13 mil hectares.

Desde julho de 2020, os produtores podem financiar a aquisição de cotas de reserva ambiental, medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (ABC Ambiental – Resolução CMN n° 4.105 de 28/6/2012). Os financiamentos para recomposição de reserva legal e de Áreas de Preservação Permanente (APPs) têm taxa de juros de 4,5% ao ano, menor taxa empresarial do Plano Safra.

Outros sistemas e tecnologias que podem ser financiados são o tratamento de dejetos animais, a fixação biológica de nitrogênio e o cultivo de florestas plantadas.

“Os benefícios do Programa ABC, enquanto mecanismo de política pública, não se limita apenas àqueles produtores que são financiados diretamente pelo Programa mas, sobretudo, ao efeito multiplicador que a visibilidade na adoção dessas tecnologias provoca em uma determinada região. Isso faz com que outros produtores, que possuem formas alternativas de se financiarem, passem também a adotá-las”, destaca o diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo.

Plano ABC

De 2010 a 2018, aproximadamente 50 milhões de hectares já adotaram as tecnologias previstas no Plano ABC, conforme publicação da Embrapa e do Lapig/UFG . Os dados consideram, além das áreas financiadas com recursos do Programa ABC, aquelas com investimentos dos próprios produtores e outras linhas de créditos.

Considerando apenas o financiamento do Programa ABC, a área agrícola com a adoção das tecnologias soma quase 10,5 milhões de hectares, maior que o território do estado de Pernambuco e do Distrito Federal juntos. O Programa ABC já financiou, desde 2010/11 quando foi criado, mais de R$ 21 bilhões.

No Plano Safra 2020-2021, o programa conta com R$ 2,5 bilhões para financiamentos, uma ampliação de R$ 400 milhões em relação ao ano-safra anterior. As taxas de juros são de 4,5%, quando o crédito é destinado à recomposição de reserva legal e para APPs, a segunda menor taxa do plano, atrás apenas do Pronaf, e de 6% ao ano para as demais tecnologias, bens e serviços financiados. O Programa cumpre importante papel na adequação da propriedade rural ao Código Florestal.

A diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini, ressalta que o Plano ABC passa neste momento por uma revisão para a segunda fase, no período de 2020 a 2030. “O objetivo é torná-lo ainda mais abrangente, mantendo as tecnologias já fomentadas, incluindo outras e acrescentando bases estratégicas fundamentais, como a abordagem integrada da paisagem. A política agrícola nacional é um dos pilares fundamentais para impulsionar uma agropecuária mais sustentável, produtiva e inovadora”.

Leia mais em: https://www.acrissul.com.br/noticias/ms-possui-3a-maior-area-agricola-financiada-pelo-programa-agricultura/17404/

Mapa atualiza regulamento para produção de orgânicos; medida visa estimular setor no país.

Mapa atualiza regulamento para produção de orgânicos; medida visa estimular setor no país.

O governo federal atualizou o regulamento para a produção de orgânicos no Brasil. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), publicou na terça-feira (23) a Portaria nº 52 que atualiza as regulamentações técnicas, bem como as listas de substâncias e práticas permitidas em sistemas orgânicos de produção. A medida atende às solicitações de produtores e técnicos dando mais segurança ao sistema produtivo, agilidade nas alterações das listas positivas de substâncias e práticas autorizadas.

Uma das novidades é a incorporação de normas para produção de sementes, mudas e de cogumelos comestíveis na agricultura orgânica. “Existia uma expectativa com relação à continuidade do uso de sementes convencionais. O regulamento permite o uso, desde que não seja transgênica”, comenta Rogério Beretta, superintendente de Ciência e Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

“Foi acrescentada a produção de cogumelos, que não tinha uma normativa e agora foram estabelecidos critérios para esse tipo de sistema. Na questão das sementes, foi dado prazo de 5 anos para que o produtor passe a adquirir somente sementes sem tratamento e orgânicas. O regulamento dá, inclusive, explicações sobre como deve ser a produção de semente orgânica”, informa Karla de Nadai, técnica da Semagro. Em Mato Grosso do Sul, ainda não há produção de semente orgânica.

A atualização trouxe, ainda, o incremento na caracterização da unidade de produção orgânica, com a obrigatoriedade da adoção de medidas de proteção com meios de preservação do meio ambiente, como curvas de nível e barreiras vegetais para evitar contaminação por unidades de produção vizinhas. Foram alteradas as regras para a produção animal e mel e incluídas substâncias para uso como dessecantes. Também foram autorizadas e reconhecidas a utilização de algumas substâncias específicas para a produção orgânica.

O secretário Jaime Verruck, da Semagro, lembra que o Governo do Estado implantou o Pro-Orgânico – Plano de Agroecologia, Produção Orgânica e Extrativismo Sustentável Orgânico de Mato Grosso do Sul, que tem permitido aos agricultores familiares do Estado entregar ao consumidor legumes, hortaliças e frutas diferenciadas, com preço competitivo e, principalmente, com certificado de produto orgânico. “O novo regulamento do Mapa deu uma nova linguagem, mais clara e acessível em relação às portarias anteriores sobre a produção orgânica. No âmbito do Semagro e do Pro-Orgânico, vamos aprimorar o que for necessário, conforme as novas regras”, finalizou o titular da Semagro.

Produtos Orgânicos

É considerado um produto orgânico, in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.

Atualmente, há 24.608 produtores orgânicos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). Para serem comercializados, os produtos precisam ser certificados por organismos credenciados no Mapa. Estão dispensados da certificação aqueles produzidos por agricultores familiares de organizações de controle social cadastradas no Ministério, que vendem exclusivamente de forma direta ao consumidor.

Mato Grosso do Sul é o 5º entre os estados que mais exportam carne bovina.

Mato Grosso do Sul é o 5º entre os estados que mais exportam carne bovina.

Com 212 mil toneladas de carne bovina enviadas ao mercado externo em 2020, Mato Grosso do Sul se manteve na 5ª posição do ranking entre os estados que mais exportam o produto. Tais exportações renderam ao Estado U$S 783 milhões de dólares em faturamento no ano passado.

Os dados referentes ao mercado regional de carne bovina são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), compilados pela equipe econômica da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

As exportações de Mato Grosso do Sul representavam 6,7% no volume exportado brasileiro em 2015, passando para cerca de 8,16% em 2020. Os números mostram que cada vez mais o setor externo tem ganhando participação dentro da demanda final pelos produtos de abate bovino.

Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck explica que nos últimos anos o Estado diversificou a matriz econômica, saindo do binômio boi e soja e incorporando novos setores e indústrias, que contribuem para agregar valor à matéria prima local.

“Na pecuária vemos uma redução da produção, mas também identificamos um pecuarista aprimorando seu produto, mirando o mercado internacional, com mais tecnologia, mais produtividade e rentabilidade. Os setores estão se adaptando, incorporando inovações e ganhando mais espaço no mercado externo”, explica o secretário.

Os principais destinos dessas exportações de Mato Grosso do Sul de foram Hong Kong com 23,92% da participação, seguido pela China, que aumentou sua participação de 3,03% em 2019 para 16,25% em 2020.

Apesar de se manter no ranking, a produção de carne bovina no Mato Grosso do Sul encolheu 12,2% entre 2015 e 2020. Redução bem expressiva em relação ao Brasil, que viu o volume da produção cair apenas 3,6% no mesmo período.

Leia mais em: https://www.acrissul.com.br/noticias/mato-grosso-do-sul-e-o-5o-entre-os-estados-que-mais-exportam-carne/17412/

Uso de inseminação artificial cresce e atinge 19,4% do rebanho brasileiro de bovinos

Uso de inseminação artificial cresce e atinge 19,4% do rebanho brasileiro de bovinos

Resultado representa crescimento de 32,8% ante o registrado em 2019, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia)

Em meio a um cenário de alta tanto dos custos quanto do preço da arroba bovina, o mercado brasileiro de reprodução animal ganhou força em 2020.

Segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (8/2) pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), o uso de inseminação artificial apresentou crescimento de 32,8%, com 19,4% do rebanho inseminado no último ano ante 14,6% em 2019.

“Os resultados marcam definitivamente a inseminação artificial como uma das ferramentas fundamentais para o futuro da pecuária no Brasil, e colocam o país num patamar muito importante no cenário mundial. Em 5 anos, passamos de menos de 13 milhões de doses para 21,5 milhões de doses vendidas ao cliente final. O uso da inseminação sai de 11% e chega a quase 20%”, comemorou, em nota, o presidente da associação, Márcio Nery.

Segundo Nery, o baixo custo da tecnologia, de cerca de 1% a 2% do custo atual da produção, contribuiu para os resultados. “Ela atua não somente na ponta do aumento da produção de carne ou leite, mas também na importante redução de custos, quando se trabalha precocidade, fertilidade, resistência a doenças e eficiência alimentar”, afirma o presidente da Asbia.

No total, foram 14,9 milhões de doses produzidas em território nacional em 2020 e outras 10,7 milhões importadas, crescimento de 36% e 21%, respectivamente. 

Apesar de a Asbia destacar que a inseminação está presente em 77% dos municípios brasileiros, os dados apontam diferenças regionais em relação ao uso, com percentuais variando de 41,5% do rebanho em Santa Catarina a 5,35% em Roraima.

Quando analisadas separadamente as atividades de corte e leite, os números também apontam diferenças: enquanto 11% das matrizes de leite foram inseminadas em 2020, entre as matrizes de corte esse índice passa de 22%. Com isso, a pecuária de corte respondeu por 75% das 21,6 milhões de doses vendidas em 2020.

Do lado das importações, foram quase 7 milhões de doses importadas para pecuária de corte e 3,7 milhões para pecuária leiteira, avanço de 33,6% e 3% respectivamente.

“Estamos muito preparados para seguir crescendo em 2021, acreditamos que podemos crescer perto de 25%, e isso fará com que o mercado brasileiro atinja cerca de 30 milhões de doses, um marco que será extraordinário”, avalia Márcio Nery, presidente da Asbia.Fonte: https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Boi/noticia/2021/02/uso-de-inseminacao-artificial-cresce-e-atinge-194-do-rebanho-brasileiro-de-bovinos.html

Embrapa utiliza método vencedor do Prêmio Nobel para desenvolver bovinos que produzirão leite sem proteína alergênica

Embrapa utiliza método vencedor do Prêmio Nobel para desenvolver bovinos que produzirão leite sem proteína alergênica

Também chamado de “tesoura genética”, o método Crispr/Cas9 permite editar com precisão o DNA de micro-organismo, plantas e animais.

O anúncio da Academia Real Sueca de Ciências, em Estocolmo, concedendo o Prêmio Nobel de Química às cientistas Emmanuelle Charpentier (do Instituto Max Planck, na Alemanha) e Jennifer Doudna (da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA), pelo desenvolvimento do método CRISPr/Cas9, teve eco no Brasil, na Embrapa Gado de Leite. O pesquisador Luiz Sérgio Camargo, que fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia, onde estudou o método, comemorou a escolha das cientistas. Camargo desenvolve pesquisas com o Crispr/Cas9, também chamado de “tesoura genética”, desde 2016. Neste ano, o pesquisador e sua equipe obtiveram o primeiro animal nascido de embrião produzido in vitro submetido à edição gênica no Brasil. O objetivo foi “nocautear” o gene responsável pela produção da betalactoglobulina, que provoca alergia em pessoas sensíveis a essa proteína do leite.

A bezerra nasceu saudável em janeiro deste ano e passa por avaliações do seu DNA para confirmar se a edição genética teve êxito. Segundo Camargo, o processo laboratorial foi bem-sucedido, mas os resultados das análises do genoma da bezerra são inconclusivos.

Ainda não sabemos se a bezerra teve de fato o gene responsável pela betalactoglobulina modificado e se quando tornar-se vaca, produzirá leite hipoalergênico”, afirma.

Um dos temores do pesquisador é que tenha ocorrido o que os cientistas chamam de mosaicismo, quando parte das células apresentam a mutação e outra parte não a apresenta. Só o tempo e as avaliações dirão que tipo de leite a bezerra produzirá no futuro.

Mas as pesquisas já representam, por si só, uma grande revolução no melhoramento genético de bovinos. O método do Crispr/Cas9 será capaz de auxiliar na produção de animais mais produtivos e, mesmo, melhorar a qualidade do leite, como explica Camargo: “Poderemos realizar edições do genoma bovino para melhorar a gordura do leite, aumentando o teor de gordura poli-insaturada, bom para a saúde humana, por exemplo”.

E não para por aí. Com a “tesoura genética” será possível produzir rebanhos com carne mais macia; mais resistentes a doenças e parasitas; mais tolerantes ao estresse térmico etc. “As vencedoras do Nobel desenvolveram uma técnica que pode mudar profundamente a pecuária e a agricultura, além da saúde humana”, comemora Camargo, que arrisca a dizer que o Crispr/Cas9 estará sendo aplicado no melhoramento genético já na próxima década e dará início ao que está sendo chamado no meio científico de “melhoramento de precisão”. Ele acredita que a edição gênica associada à seleção genômica, que já é realizada em algumas raças no Brasil, deve revolucionar o melhoramento bovino.

Revolução no melhoramento dos rebanhos bovinos

O trabalho realizado pela equipe de Reprodução Animal da Embrapa Gado de Leite é um marco no Brasil. Trata-se de um esforço da ciência nacional para se obter animais editados geneticamente que possam contribuir para o avanço do melhoramento genético. No caso dos bovinos, que possuem grande intervalo entre as gerações, a técnica pode aumentar a frequência de uma característica produtiva ou de saúde em uma raça dentro de um curto intervalo de tempo quando comparada ao melhoramento convencional (realizado por meio de cruzamentos ao longo de várias gerações).

Com a evolução da técnica poderemos obter os resultados desejados em apenas uma geração por meio da produção de embriões editados com as características desejadas. Além disso, defeitos genéticos poderão ser corrigidos, evitando a transmissão para novas gerações”, afirma Camargo.

Este método de “melhoramento de precisão” começa com a manipulação química do zigoto (célula resultante da união dos gametas masculino e feminino, antes de iniciar a divisão celular) do embrião recém-fecundado. É injetado no citoplasma do zigoto uma nucleasse (enzima que age no DNA) e uma guia de RNA, que identificará o local específico do genoma que se pretende editar. O DNA será, então, quebrado pela enzima e o gene que se pretende editar sofrerá o que os cientistas chamam de “nocaute”. Utilizando como exemplo a pesquisa da Embrapa Gado de Leite, o nocaute seria a supressão da síntese da betalactoglobulina. O reparo leva à mutação aleatória no local da quebra do DNA, impedindo a formação da proteína.

Outra situação possível é induzir um reparo da quebra direcionado por homologia, quando se injeta um modelo com sequências do DNA que será copiado pela célula e inserido no ponto da quebra. Nesta situação, é possível inserir a modificação que se deseja, desde que ela esteja no modelo de DNA. Com isso, pode-se promover correções ou mutações controladas no gene ou mesmo a inserção de novos genes. Mutações ou genes específicos que estão associadas a características desejáveis em uma determinada raça podem ser transferidas com precisão para outra raça, sem requerer o cruzamento entre ambas, basta editá-las no genoma embrionário. A proposta é que no ano vem a Embrapa esteja trabalhando para o aprimoramento desse reparo do DNA direcionado por homologia.

Apesar da técnica envolver engenharia genética, os animais gerados por meio de edição gênica sem a inserção de DNA estranho à espécie não devem ser considerados geneticamente modificados, pois animais semelhantes poderiam ser obtidos ao fim de vários cruzamentos entre raças ao longo de décadas. Contudo, essa avaliação é feita caso a caso pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), considerando todos os critérios de biossegurança.

Como surgiu o método Crispr/Cas9 de edição genômica?

O método Crispr/Cas9 foi originalmente desenvolvido há oito anos e permite editar com precisão o DNA de micro-organismo, plantas e animais. Além de ser um divisor de águas no melhoramento genético de várias espécies (uma de suas inúmeras utilizações), auxilia na busca da cura de doenças genéticas, como anemia falciforme, e do câncer.

A descoberta do método se deu com o estudo do sistema imunológico das bactérias. Uma bactéria também pode ser infectada por vírus e quando isso acontece, elas ficam com um pedaço do DNA do vírus que as infectou. A região com pequenos pedaços de DNA de memória é chamada de CRISPR (em português: repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente interespaçadas).

Charpentier descobriu nas bactérias uma molécula de RNA que reconhece DNA viral e que é parte do sistema Crispr/Cas9 de imunidade bacteriana que atua para quebrar o DNA viral em pedaços menores, extirpando o vírus. Juntas, Charpentier e Doudna recriaram o sistema CRISPR/Cas em laboratório e em seguida simplificaram o processo e com apenas duas estruturas (o RNA guia e a proteína Cas9) tornaram possível editar, como pretendessem, sequências no DNA de outros tipos de células.

Pesquisa inédita estudará as raças zebuínas ‘todas juntas e misturadas’

Pesquisa inédita estudará as raças zebuínas ‘todas juntas e misturadas’

O geneticista Raysildo Lôbo diz que a ciência deve evoluir muito, elevando a produtividade da pecuária, a uma maior integração genômica e que a próxima fronteira é a saúde animal no melhoramento genético.

Um estudo inédito promete ‘abalar’ as estruturas da pesquisa do melhoramento genético de bovinos no País. Antes, se as pesquisas eram conduzidas de forma separada, raça por raça, agora, os pesquisadores querem subverter essa lógica e avaliar todas ao mesmo tempo. Isso ocorre entre as raças zebuínas de corte como o Nelore, o Brahman, o Guzerá, o Tabapuã e o Senepol.   

O projeto desse estudo foi um dos temas discutido no programa DBO Entrevista, que foi ao ar no dia 27/1, que trouxe uma das maiores autoridades no estudo do melhoramento do zebu no País, que vem sendo realizado através de programa há cerca de meio século, o médico veterinário e professor Raysildo Lôbo, presidente da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP).

“Nós começamos a trabalhar numa área, num projeto internacional, que pode assustar um pouquinho as pessoas, por isso temos de explicar bem devagarinho. Vamos poder, agora, analisar todas as raças zebuínas, como Nelore, Guzerá, Brahman, Tabapuã, e também o Senepol, todas juntas e misturadas”, diz Lôbo.

O pesquisador deixa um suspense no ar sobre os primeiros resultados dessa pesquisa e seu desenrolar. Mas revela que ela pode trazer muitas vantagens para algumas raças que não têm uma quantidade grande de estudos quando comparadas ao Nelore, como é o caso das raças Tabapuã, Brahman e Guzerá.

“Vamos fazer essas avaliações conjuntas, mas mantendo as características raciais de cada uma”, diz o pesquisador.

A pesquisa abre um precedente em poder fazer correlações de desenvolvimento e desempenho entre as raças, além do aprofundamento do estudo das origens de linhagens de bovinos.

Em busca do boi ideal

Pesquisas como essas têm um plano de fundo muito prático: aliar produtividade às fazendas e garantir, no final da cadeia produtiva, características como maciez, suculência e mais sabor à carne. Esse é o que move o trabalho diário de Lôbo e centenas de outros pesquisadores na gradual evolução de um rebanho que chega a cerca de 215 milhões de animais no Brasil.

Bovinos nelore são a base do rebanho brasileiro de cerca de 215 milhões de animais

Pode soar estranho, mas, mesmo diante de tantas ferramentas tecnológicas como marcadores moleculares, índice de desempenho genético, através das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), e estudos de genômica em bovinos, ainda assim, a revolução do melhoramento genético de raças bovinas ainda está apenas começando no País.

“A genômica no mundo começou a partir de 2006. É bem recente. Logo que terminou os estudos do genoma humano, foi publicado o genoma de bovino”, conta o pesquisador.

Foram a partir desses novos dados que as demais ferramentas já estudadas pela pesquisa ganharam mais entendimento, acurácia e agilidade em obtenção de resultados. É partir dessa linha de estudos que o Nelore caminha a passos largos para deixar o estigma de produtor de carne pouco macia, para bater de frente com raças taurinas, como o angus de bife mais macio e suculento.

Carne de bovino nelore ganha cada vez mais atributos de qualidade em função do melhoramento genético. Foto: DBO

“Hoje a gente percebe que o melhoramento genético está muito acelerado. Já se cogita que o Nelore possa bater o Angus”, diz o pesquisador.

O desenvolvimento do Nelore tem sido possível graças ao empenho de pesquisadores como Lôbo, que conduziram estudos das raças zebuínas em uma época que o mundo acadêmico internacional ainda dava de ombros para esses animais. Hoje, a história é outra.

“Em 1978, quando fui aos Estados Unidos fazer um pós-doutorado, fiquei muito irritado com alguns professores americanos. Eles diziam que a raça nelore não prestava e as raças brasileiras, como o gir para o leite, não valiam nada. Diziam que tínhamos de adquirir o que estava sendo produzi lá”, conta Lôbo.

No futuro, as doenças

Com o avanço da compreensão da genômica, as DEPs e as interrelações entre as raças, o pesquisador aponta que uma das áreas promissoras de estudos será as que trataram das doenças nos animais.

Segundo ele, é um campo que ainda carece de mais avaliação pela ciência do melhoramento genético.

“A pecuária brasileira ainda registra perdas muito grandes por causa de doenças. A mortalidade pré-embrionária ainda é muito comum, tanto na espécie humana como também nos bovinos. O que vem por aí pode ser algo muito fantástico, em todas as áreas. E podemos ampliar ainda mais a atuação da genômica”, diz Lôbo.

Exportação abocanha recorde de 26% da carne bovina brasileira em 2020

Exportação abocanha recorde de 26% da carne bovina brasileira em 2020

Dados divulgados pelo IBGE, cruzados com o acompanhamento do Mapa, aponta o maior movimento da história do setor

O dólar nas alturas,  com uma média de R$ 5,24 no ano passado, e a incrível fome da China eram fortes indícios de que as exportações de carne bovina iriam bombar em 2020. Foi o que realmente aconteceu, dentro do previsto. No entanto, até a semana passada não se tinha, ainda, exatamente o tamanho da mordida que isso representaria na quantidade de carne produzida no País. Com os primeiros dados dos abates divulgados pelo IBGE no dia 11/2, o rateio ficou claro: 26% da produção de carne bovina brasileira foi direto para exportação.

Porto de Santos, no litoral paulista, de onde sai a maior quantidade de carne bovina exportada. Foto: Codesp/divulgação
Este é o maior rateio da história do mercado externo sobre o interno, em relação à carne bovina brasileira, cruzando os dados do IBGE com o do AgroStat, sistema de informações on-line do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o comércio internacional das commodities agropecuárias do País. Foram 7,75 milhões de toneladas de carne bovina em 2020, segundo o IBGE.

Se os números estiverem corretos, foram 2,01 milhões de toneladas exportadas (26%) e 5,74 milhões de toneladas de carne (74%) ficaram no País. Em 2019, o rateio das 8,22 milhões de toneladas foi de 22,7% para a exportação e 77,3% para o mercado interno. Para comparação do crescimento vertiginoso, basta lembrar que em 2011 os abates de bovinos renderam 6,78 milhões de toneladas de carne. Mas, desse total, apenas 16,1% foi exportado.

Mais importação

Se por um lado as exportações foram grandes, por outro, as importações também. A queda na produção forçou a compra de 50,8 mil toneladas, 26,3% a mais sobre 2019, ano que foram importadas 40,2 mil toneladas. Na comparação, em 2011, a importação foi de 38,04 mil toneladas de carne bovina.

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ExpoZebu 2021: ABCZ apresenta proposta da feira para prefeita de Uberaba

ExpoZebu 2021: ABCZ apresenta proposta da feira para prefeita de Uberaba

Membros da diretoria da ABCZ e representantes do governo municipal de Uberaba, incluindo a prefeita Elisa Araújo, se reuniram na manhã desta sexta-feira (05) na sede da entidade. Em pauta, as propostas de formato para a 86ª ExpoZebu.

“Nessa reunião tivemos a oportunidade de apresentar à prefeita todas as normas de segurança de prevenção à Covid-19, e de como iremos trabalhar durante a ExpoZebu. Até porque nossa preocupação maior com a realização da feira, é o  cuidado com o ser humano. E tudo está sendo planejado e executado internamente, aqui no Parque Fernando Costa, obedecendo todas as regras exigidas pelos órgãos oficiais para que possamos conduzir bem o nosso trabalho”, destaca Rivaldo Machado Borges Júnior, presidente da ABCZ.

Durante o encontro, uma equipe multissetorial da ABCZ apresentou detalhes da proposta que mantém a tradicional programação da feira.  Vale destacar que entre as medidas de segurança está a obrigatoriedade a todos tratadores de apresentar exame recente e com resultado negativo para a Covid-19, antes de terem acesso ao Parque. Outras iniciativas adotadas, como distanciamento social e uso de máscaras e álcool em gel, além do monitoramento diário dos trabalhadores, também foram mostradas em um vídeo, que apresentou na prática como algumas ações já têm sido desenvolvidas. “O que nos foi apresentado aqui é uma surpresa muito agradável, com uma segurança muito grande. É certeza que o evento será um sucesso”, destaca José Geraldo Borges Celani, secretário Municipal do Agronegócio.

Ainda durante a reunião desta sexta-feira, membros da diretoria da ABCZ entregaram à prefeita Elisa Araújo, uma carta com solicitações de apoios específicos para a realização da feira. O documento, assim como todo o material apresentado durante a reunião, foi positivamente recebido. A prefeita garantiu mais uma vez o apoio e a participação do governo municipal na ExpoZebu. “Estamos juntos com a ABCZ, até porque a ABCZ é um grande orgulho para Uberaba, e, com certeza, nós estaremos juntos para o que for preciso”, ressalta.

ExpoZebu 2021. A 86ª edição da feira será realizada entre os dias 1º e 9 de maio, no Parque Fernando Costa, em Uberaba. O lançamento oficial do evento será na primeira quinzena de março.

Fonte: http://www.abcz.com.br/Home/Conteudo/27874-ExpoZebu-2021-ABCZ-apresenta-proposta-da-feira-para-prefeita-de-Uberaba